Metroviários de SP marcam greve para a próxima quinta-feira ( 18 de janeiro)

Funcionários distribuíram panfletos para passageiros na manhã desta terça-feira; Sindicato alega que o motivo é a privatização das Linhas 5 e 17

Renata Okumura, O Estado de S.Paulo

16 Janeiro 2018 | 08h35 
Atualizado 16 Janeiro 2018 | 11h59

SÃO PAULO – Os metroviários de São Paulo marcaram para a próxima quinta-feira, 18, uma paralisação de 24 horas. Segundo o Sindicato dos Metroviários de São Paulo, o protesto é contra a privatização das Linhas 5–Lilás e 17–Ouro, marcada para ocorrer na sexta-feira, 19.

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Na manhã desta terça-feira, 16, os funcionários do metrô entregaram um panfleto aos passageiros, chamada de carta aberta à população. De acordo com a categoria, a privatização diminui o número de metroviários.

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A greve também acontece contra a terceirização das bilheterias do metrô e aumento das tarifas. A proposta passará por referendo em assembleia nesta quarta-feira, 17.

Posicionamento da Secretaria dos Transportes Metropolitanos

Em nota, a Secretaria dos Transportes Metropolitanos (STM) esclarece que está inteiramente equivocada a afirmação de que seria a CCR o único consórcio capaz de vencer o leilão. Em setembro de 2017, equipe do Governo de São Paulo fez roadshow e fez contato com pelo menos quatro grupos europeus capacitados para participar da licitação, que ocorre na modalidade internacional justamente para ampliar a concorrência.

“O edital de licitação passou por ampla revisão do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo, de 26 de setembro a 19 de dezembro do ano passado. Nestes 85 dias, o órgão solicitou apenas a alteração em um único item do edital, liberando-o, em seguida, para publicação. É importante ressaltar que todos os questionamentos foram julgados improcedentes. Além disso, todos os integrantes dos consórcios que formam as SPEs (Sociedades para Propósitos Específicos) que atuam na área metroviária são dotadas de competência para participar do pregão”, reforçou a nota.

As Linhas 5 e 17 estiveram abertas à visitação dos interessados entre 19 de maio e 20 de junho do ano passado, período em que quatro empresas fizeram visitas técnicas às linhas: CCR, CAF, Benito Roggio e Primav/CR Almeida.

Ainda de acordo com o posicionamento, o Governo do Estado de São Paulo vai conceder apenas a operação comercial das Linhas 5 e 17. O ativo não faz parte desse processo e não se trata de privatização.

O Metrô de São Paulo reforça ainda que não fez demissões. “Ao contrário, o governador Geraldo Alckmin autorizou a contratação de 214 novos técnicos para a operação de suas linhas, sendo 206 de aproveitamento dos candidatos aprovados em concursos públicos e 8 novos oficiais de logística e almoxarifado. Essas vagas somadas às já autorizadas em 2017 ultrapassam 500 novos empregados. Os desligamentos são resultado do PDV (Plano de Demissão Voluntária), ação optativa do funcionário”, finalizou o posicionamento.

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Metrô de SP Foto: DANIEL TEIXEIRA/ESTADAO

Greve dos metroviários prejudicou a vida de trabalhadores no dia 28 de abril do ano passado. Na estação Corinthians-Itaquera, da Linha 3-Vermelha, os portões não foram abertos às 4h30 como de costume, relataram os passageiros que aguardavam do lado de fora. A categoria decidiu aderir ao chamado dia de greve geral, organizado por centrais sindicais. 

Funcionamento. Por volta das 8h desta terça-feira, a Linha 5–Lilás funcionava com velocidade reduzida, em razão de falha em equipamento. As outras linhas não apresentavam problemas. Mais cedo, por volta das 6h30, a Linha 3 – Vermelha operava com velocidade reduzida e paradas fora das estações.

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